sábado, 14 de novembro de 2009

LIBERTANDO MONSTROS.

“O sol se pôs roxo, dourado e tons sanguíneos, todas situações anteriores deixavam a cena ainda mais bela, porém mais cruel. A emoção saia dos poros, a cara fadigada falava por si. A Dama das Camélias fora queimada poucos minutos antes, junto com alguns escritos da fala oral. Não possuía mais álibis convincentes, ultrapassará as linhas do limite, enfim: a eminência. Fazer requeria mais força do que jamais imaginara, mas a única diferença daquele momento: não havia fugas. Era sua realidade, tal qual uma luz em um prisma – antes uma só cor, agora múltiplas – entretanto, muito menos poética, mais amarga.

Nas suas conversões deixou tudo de lado, soltou o monstro que lá habitava, pois por que se omitir de tal forma? Um sorriso de escárnio para o momento, palavras enroladas – adstringentes a boca – e uma camisa de força invisível.
Os olhos já brilhantes, sem opções. Libertada, por fim. Não leve, mas livre.”

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Não existe imparcialidade total, ou seja, em cima do muro é impossível ficar. Sempre haverá tendência para algum lado e, através disso, chega-se a conclusão: quem vive não fica em cima do muro (simplesmente olhando a banda, as bombas ou a fumaça subir), escolhe; portanto, deixando de ser menos escravo da indiferença e apatia. Essas escolhas geram seleções e funcionam como sementes para o pensamento (direcionado ou não, todavia qual pensamento não é direcionado pela fonte? Afinal, imparcialidade total não existe), logo acaba-se por tomar partido de um dos lados e, por fim, ditar, no  mínimo, 80% dos rumos da vida.
Sempre se tem por objetivo ser senhor do próprio nariz, possuir autosuficiência, bens materiais e "por tabela" felicidade. Então, como na primeira chance de provar isso, fracassa-se ridiculamente? Abaixando a cabeça para contradições absurdas (sobre sonhos, amor, fraternidade,moral...), cedendo às hipocrisias, indo de arrasto com a marcha da massa, deixando-se empurrar para qualquer lado do muro, permanecendo do lado de quem empurrou mais forte ou pareceu mais cômodo, enquanto alguém precisa de ajuda ou a outra parte grita, ecoa e atormenta: Isso não é certo.
Ceder é muito fácil, díficil é resistir. Para, enfim, ser dono de si mesmo.


Perdoem meu português, quando escrevo rápido e não tenho tempo de revisar, sai tudo meio rengo.


" Não estou para poemas,
nem eles estão para mim.
Preferem outros tantos,
mas eu persisto em querê-los
quando acho que os arrebato (vulgares tentativas)
explodem nessa cabeça vazia
tomates podres (jogados ao péssimos)"


Obs.: Ah, vamos ver Alice no País das Maravilhas? :D Entupir nossas vidas de fantasia?



quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Palavras clichês, remodelação dos clássicos, vanguarda: minha garganta não está fechada.



Por que Duchamp? Não é apenas porque a obra dele é "legal", é muito mais do que isso. Ele, assim como muitos outros vanguardistas da época, desafiou os padrões estéticos, os ideais de belo no início do século XX, não possuía apenas talento, ele ia além: CONTESTAVA. Não através de panelaços, lançamentos de tomates a governadora ou greve. Por meio da arte, quebrou as correntes dos pré-moldados métodos. A obra pode parecer absurda, mas não é um direito expressar-se, transgredir os pensamentos e ter liberdade para isso, por mais absurdo que as ideias pareçam?

É um direito, uma obrigação, não se subordinar a tudo (desde a vulgaridade da TV; ao mau tratamento recebido em qualquer instituição; a corrupção política, etc), ou seja, não se calar diante da sensação de "não vai dar nada", onde os maiores pisam nos menores, nessa selva de pedra - de merda - a qual se vive. Deixando as gargantas fechadas pelo medo, ficando então simplesmente dominado por um sistema cujas diretrizes são bonitas apenas no papel.

Todas essas palavras, repetidas inúmeras vezes, hoje são praticamente decoradas, mas pior que servem! Continuarão sempre servindo (é assim desde as primeiras revoltas conhecidas, nas primeiras revoluções efetivas as quais gritava-se por igualdade, educação, justiça e o caralho). Onde estão os gritos, onde estão os clichês que no momento têm utilidade de "pretinho básico"? Tapam-se os olhos, as bocas, os ouvidos. Cegos, mudos, surdos, nem ao menos vegetais - afinal, vegetais possuem sua utilidade no ecossistema.

Abrir os olhos, ouvidos e a boca. Abrir os horizontes, respeitando quem deseja falar, não fazendo piada de quem ao menos tenta, mesmo sem fundamento ou argumento consistente, transformar o ambiente que vive. Pois, para isso é necessário coragem, misturada com inconformismo, expressão e liberdade, a fim de se gerar ação. Esse é o início da revolução, das transformações: de dentro para fora.

DEPOIS DE TUDO ISSO, POR ENQUANTO, ME CALO!

"se antes de cada ato nosso nos puséssemos a prever todas as conseqüências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar. Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, inclusive aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratular-nos ou pedir perdão, aliás, há quem diga que isso é que é a imortalidade de que se tanto fala." - José Saramago.





sábado, 31 de outubro de 2009

10:50


Não é apenas impressão, faz mais de duas semanas que eu não escrevo, e o post escrito ontem não sei onde coloquei, da mesma forma como a cena de terça. Minha professora de redação, a menos de 24horas atrás, disse-me que a prática da escrita levava ao aperfeiçoamento (ou, quem sabe, a uma obra prima. Diante disso meus olhos brilham, penso: por que não começar?)


Antes de seguer pensar nas falas ácidas, pedaços abstratos de corações sangrados, nos contrastes absurdos da vida, no sépia (por consequência, no colorido de ontem o qual já se desbota e no breu cujas poucas cores vão fosforescendo) e nas canções escutadas, há algo, ocorrido agora em minha cabeça, mais urgente: adorar adjetivos, céu, uma situação bizarra e revoluções instantâneas.



" Eram 21h:30min de terça-feira, horário de verão, passando de carro, via somente as luzes dos postes das rua, desejando não estar ali, mas sim em casa. Olhei para direita, enxerguei algo inimaginável até aquele segundo: um homem, vestido de cores escuras, consumindo-se nos ócios da espera, sentado em cima de um pneu de bicicleta (faltou apenas o cão andaluza)! Continuei revivendo esse acontecimento, foi como uma fisura no meu universo comum, porque do normal, faz-se, instaneamente, a loucura (perdida em mim) a qual tanto procurava.


Resolvi então fazer minhas revoluções, perdoem o uso excessivo do adjetivo, instâneas. Era tempo de mudanças, morangos e ameixas (observe a influência de Caio F.); sair das cegueiras e dos comportamentos premeditados e óbvios, eu precisava reencontrar-me, portanto; aqui estou monstro e fada, todas as fantasias e falas cruas desse momento. Somente o céu (do chão e do alto) sobre minha cabeça: cinzento; cor-de-chocolate; azul neon; sempre transitório, inconstante, brilhante/opaco - sem nunca, contudo; perde-se no processo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009


Traumatizei-me, pois descobri que maçãs e morangos não são frutos, mas, sim, pseudo-frutos. Bananas não possuem sementes e micuí não existe (é entidade)! Estava extremamente feliz com minha ignorância botânica, agora o que direi quando meu pai perguntar-me: - Filha, quais frutas tu queres? - responderei: - Não quero frutas; pseudo-frutos! Quem irá me entender?


" A menina acordou atrasada, sem tempo para o desjejum. Pegou, na correria, uma banana da fruteira, olhou o rádio-relógio (tocava Caetano Veloso: "(...) e agora que faço da vida sem você, você não me ensinou a te escuquecer(...)". Deixando a cena digna de cortar os pulsos com bolacha maria - QUE DECADÊNCIA!) que assinalava 7h:55min. O onibus passava as 8h, de tão apressada, a menina, correu, correu, esquecendo-se de comer a banana. Suada, os cabelos lanhados, ofegante, babana sempre a mão, disse ao cobrador: - Mínima, por favor?


Todos olhavam-na e, ela não conseguia passar na rola com seu cartão, na verdade a banana. Quando se deu conta, estava escarlate, ah se fosse um avestruz. Alguém falou: - Guria, essa banana dá pro gasto, mas pelo jeito não tá servindo pra nada, nem pra pagar passagem! Tá pior que lá em casa, hein!

Era ninguém mais, ninguém menos que a velhinha, sua vizinha a qual na semana passada, havia pedido-lhe pilhas."


Cedo ou tarde, é uma questão de concepção, assim como "o para sempre". Para alguns apenas o momento, luz ou escuridão. Muitos paradoxos e contradições, renovando-se eternamente, lembrando-se: há de parar, quando tudo estinguir, virar pó, (re)nascer ou criar-se. O fato é: início de um, final de outro, logo a eternidade de ambos, nos "para sempre" dos tempos.


BOM RESTO DE SEXTA E ÓTIMO FIM DE SEMANA. E SIM: AMARREM MEUS DEDOS PARA NÃO ESCREVER TANTA BOBAGEM!


terça-feira, 13 de outubro de 2009


Das memórias vivas, experiências em comprimidos: passado, presente, inferno, paraíso e algumas citações de terceiros fazem a vida mais poética (diante de tantos venenos).
Tudo está passando muitíssimo rápido, grande novidade, Outubro está aqui (até aniversário estou fazendo), Dezembro chegando cada vez mais perto e diversas histórias paralelas acontecendo. Como a da mulher que se envolveu com o chefe, a criança que foi atropelada pelo Viamão lotado, alguns virando alface - outros nascendo dela.
O ciclo das existências se completando e, eu cá filosofando, pagando de "pseudo-intelectual". AH!FALA SÉRIO!


Criatividade passou longe, assim como a gramática. Qual seria, por hoje, a concepção de pé da letra? O.O


"Parabéns a você nessa data querida, sinto muito estou de partida. Me disseram que é bom mudar, mas eu não sei por onde começar. Por uma noite inteira, serei seu´. É foda. Não ligue pro que vão dizer o Jet-Set que vai se fuder." Bidê ou Balde - Microondas

domingo, 4 de outubro de 2009

Resolvi escrever, pois daqui a pouco irei dar uma volta no pátio. Lógico: depois estudarei.
  • graças a Deus a chuva passou (por enquanto);
  • o ENEM foi adiado, gerando mais tempo para estudar e tive a oportunidade de fazer algumas questões da prova - as quais não achei de grande dificuldade: eram óbvias e super acessíveis. Isso põem em cheque a seguinte questão: como decidir as vagas para cursos muito concorridos através do ENEM? Certamente quem está se preparando para vestibulares concorridos, por exemplo: Fuvest; UFRGS, UnB; UNICAMP, UFMG... irá muitíssimo bem, logo as vagas serão decidas por décimos (até menos). A competição será alta, para se destacar deve-se quase (ou) gabaritar. Quem sai prejudicado é o aluno da escola pública que tem diversos déficits e poucas condições de competir igualmente com o estudante de colégios particulares e cursinhos fortes,todavia, aqueles que se dedicarem terão grandes chances no programa ProUni;
  • a prova ser fraudada não me surpreende, nem a ninguém. O Brasil é, de fato, o páis do jeitinho, da impunidade, de alguém sempre querendo retirar vantagem... Ok, de pessoas trabalhadoras, honestas também! Entretanto, ele se destaca por suas fraquezas e desleixos constantes.
  • Agora só em Novembro!

"Tenho poesias para todas as horas na